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Local onde funcionou o primeiro cartorio da cidade. Hoje essa construção é considerada Patrimônio Cultural. |
Itanhém surgiu pela necessidade premente de uma aglomeração, onde os colonos pudessem encontrar para aquisição os gêneros de primeira necessidade que não produziam nas terras, e também encontrar meios de escoamento do que produziam. Foi com essa visão que um dos colonos, SIMPLICIO BINAS, mineiro, desbravador, no ano de 1924, com uma caravana de 40 pessoas, entre filhos e amigos, vindos da Umburana, acamparam nas margens do córrego de Água Preta, na propriedade do Sr. João Roxo que era muito amigo e velho conhecido do Sr. Simplício, pois anteriormente moravam na mesma região. Para chegar neste lugar eles tiveram que abrir estrada de facão e machado. Devido a grande amizade que tinha por Simplicio Binas, o Sr. João Roxo doou-lhe parte destas terras.
Uma das construções mais antigas da Rua Medeiros Neto |
Como o Sr. Simplício tinha trazido 31 cabeças de gado, 26 de porcos e algumas galinhas começou a fazer roças para criar os animais. Depois das roças, começou a fazer casas onde chegaram a fazer 30 casas de taipa na atual rua Medeiros Neto (surgindo assim a primeira rua de Itanhém). Depois começaram a chegar os exploradores da poaia (cephaelis ipecacuanha) – planta medicinal tendo sua raiz usada no combate a tosse, bronquite, coqueluche e disenteria amébica – e os exploradores das peles de animais silvestres (onças, jacarés, antas, veados, macacos, etc.) e mais pessoas iam chegando. Essas casas construídas foram doadas pelo Sr. Simplício Binas a todos que aqui chegavam, fazendo doação também da área para implementação e crescimento deste lugar.
D. Ana Santos de Lima é uma das moradoras mais antigas da Rua Medeiros Neto. Aos 16 anos ela se mudou para a cidade e se instalou na rua a qual ela já vive à 25 anos.
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| Foto atual da Rua. |




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